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Morador de Warrigal

13 de abril de 2026

Margaret, residente de Warrigal

Eu morava perto do mar, e a praia lá era simplesmente mágica, só areia branca. Meus primos tocavam violão e a gente cantava junto.

Meg, residente de Warrigal

Eu morava perto do mar, e a praia lá era simplesmente mágica, só areia branca. Meus primos tocavam violão e a gente cantava junto. Era muito bom.

  
Conheça Margaret, nossa estimada residente em Warrigal Calwell.

Recentemente, entrevistamos Margaret, nossa querida moradora de Warrigal Calwell, conhecida como Meg, para saber mais sobre sua inspiradora história de vida e sua jornada desde que se mudou da Malásia, ainda jovem, aos vinte e poucos anos. Continue lendo para conhecer a história de resiliência de Meg, as diferenças culturais entre a Austrália e a Malásia, os desafios que ela enfrentou e as lições que aprendeu ao longo do caminho. 

 

Conheça a Meg! 

Pode nos contar um pouco sobre você? 

Meu nome é Margaret, mas meu apelido é Meg… Noz-moscada. Fui adotada porque meus pais biológicos morreram durante a guerra, durante a ocupação japonesa. Cresci em Penang, uma ilha na Malásia, e todos sabiam quem eu era. Tudo o que eu fazia chegava aos meus pais, então a vida não era fácil nem mesmo naquela época, enquanto eu crescia. Mas era uma vida feliz na Malásia. Muitas nacionalidades viviam juntas, chineses, indianos e eurasiáticos, e todos nos dávamos muito bem. Era ótimo porque eu morava perto do mar, e a praia lá era simplesmente mágica, só areia branca. Meus primos tocavam violão e a gente cantava. Era realmente maravilhoso.  

Conheci meu falecido marido, James William Courtney, ou JC, como eu o chamava. Casamos em 1958 e nos mudamos para a Austrália em 1959. Ele foi o melhor marido que alguém poderia desejar. Eu fui muito, muito sortuda, e ele também.  

Na minha época, era bastante difícil para os asiáticos virem para a Austrália, então tive que esperar nove meses, até completar 25 anos, para que o Alto Comissário australiano me autorizasse a imigrar.

Como foi a mudança para outro país? 

É uma experiência de aprendizado. Veja bem, onde eu estava, eu tinha alguém para cuidar de mim e fazer tudo por mim. Então, quando cheguei à Austrália, eu era a cozinheira-chefe e faz-tudo, e minha cunhada ria de mim e dizia: "Meg, a maior parte da comida que você cozinha vai para o lixo em vez de para a mesa!" 

Não consegui evitar. Eu nunca tinha cozinhado antes. Foi bem difícil para mim na Austrália. Mas na minha época, quando cheguei, os australianos não gostavam de asiáticos. Então isso foi uma barreira real. Mas é bom, porque você aprende com isso e se torna uma pessoa mais gentil e atenciosa. 

 

Diferenças culturais na Austrália e na Malásia

Qual é a maior diferença entre a cultura australiana e a cultura malaia?  

Comida! Aprendi muito cozinhando aqui, porque na Malásia eu não tinha permissão para entrar na cozinha. Meu pai dizia: "Você não vai entrar na cozinha porque já tem alguém cozinhando e não queremos você lá!". 

Quando cheguei à Austrália, tive que aprender a fazer tudo. Até hoje, sou muito desorganizada porque nunca precisei fazer nada sozinha. Fiz questão de ensinar meus filhos a se virarem. Minha filha mais velha é muito boazinha e puxou ao pai. Mas minha segunda filha é como eu… tudo está uma bagunça, mas somos felizes!

Qual é a sua comida favorita? 

Tem que ser arroz frito chinês. Aliás, na Malásia, sempre tínhamos sobras de arroz do jantar, então costumávamos comer arroz frito no café da manhã.

 

Carreira e experiência

Você pode nos contar sobre sua carreira como estenógrafa?  

Sim! Taquigrafia. Fiz o exame da Câmara de Comércio de Londres e consegui digitar 100 palavras por minuto. Quando se está fazendo um ditado, a pessoa não consegue falar tão rápido. Então, você digita no máximo 80 palavras por minuto, mas geralmente são cerca de 60 a 70.  

Em Canberra, trabalhei na sede nacional da RSL. Era um emprego maravilhoso. Conheci muitas pessoas diferentes, incluindo todos os presidentes e secretários das diversas áreas da RSL na Austrália. 

Foi interessante, muito interessante. Gostei de cada momento. Todas as embaixadas convidaram as sedes nacionais para os seus eventos. A embaixada francesa é a melhor… por causa do champanhe! Não que eu beba, mas só de pensar em ter champanhe francês, bem, é por isso que é tão bom. 

 

A vida em Warrigal Calwell 

Por que você decidiu se mudar para Warrigal Calwell?  

Eu morava com minha filha em um anexo residencial e elas venderam a casa e foram morar em Woden, onde agora têm um apartamento lindo. Então, acabei vindo para cá, o que é ótimo. Foi um pouco difícil no começo, mas a gente se acostuma. 

Sigo o Buda, e no budismo, a aceitação é a palavra-chave. Se você aceita o que lhe é dado, tudo bem. Mas se você não aceita, você está em apuros.  

O que você mais gosta em morar em Warrigal Calwell? 

Eu atribuiria isso às pessoas, elas são todas adoráveis. Quer dizer, é preciso ser muito exigente para não ser feliz aqui. Isso faz deste lugar um lar. Eles te tratam como um membro da família, então somos todos família aqui. 

Você tem algum passeio favorito em que já participou? 

O Jardim Botânico Nacional em Canberra. É encantador. Dá para passar bastante tempo lá.  

 

Assista à entrevista de Meg

Em Warrigal, valorizamos as histórias e experiências dos nossos idosos e adoramos homenageá-los compartilhando essas histórias inspiradoras com a comunidade em geral. Para assistir à entrevista com Meg, acesse nossa página no Facebook clicando aqui. 

 

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